Muitos olhos, no sistema solar estão voltados para o país e até animais domésticos assistem os jogos compenetrados, mas os últimos dias foram pródigos e não por nervosismo nos negócios futebolísticos

Sebastiao Pinheiro.

Muitos olhos, no sistema solar estão voltados para o país e até animais domésticos assistem os jogos compenetrados, mas os últimos dias foram pródigos e não por nervosismo nos negócios futebolísticos: O juiz (?) afirmou não existir religiões de raízes africanas no país; O supremo ministro (?) concedeu liminar libertando todos os presos da “Operação Lava a Jato”, voltou atrás, mas deixou o principal acusado detentor de passaporte da União Européia livre. Reconduzido à prisão quando se soube pela justiça helvética possuir 23 milhões de dólares provenientes de dinheiro público naquele país; O supremo presidente (?) usou seu “poder” contra a “força” do defensor do condenado; A contestação do artilheiro da seleção foi repelida pela mandatária maior (?) com o indelicado “complexo de vira-lata”; Torcedores (?) em uníssono ofenderam os telespectadores do planeta ao desrespeitar a investidura da primeira mandatária; O presidente mentor (?) a desagravou com uma “rosa branca”, mas vociferou que os delinqüentes eram “riquinhos”, “branquinhos”, “bem alimentados” e “cretinos” de forma nada digna.

A sensação é de náuseas. Saudades do “roupa suja se lava em casa”. As interrogações acima demonstram inaptidão no exercício de poder, pelo vício recorrente de utilização de força como se tal fosse. As elites nacionais são forjadas acreditando que força é poder e o pobre que é um despossuído de ambos, por isso as interrogações acima continuarão impunes e gozarão de imunidade sempre, pois a corrupção é aceita como exercício de poder e não como forma ilegal do uso da força. Essa é a diferença com Japão, Inglaterra ou Alemanha e isso foi aprendido no largo período denominado idade média (feudalismo).

O segundo aspecto é a compreensão que separa o artista, do político. O artista conhece o limiar de sua inspiração e tenta ampliá-la com a fantasia. Muitos usavam artifícios como a “Fadinha Verde” (la fée verte), hoje massificada e vulgarizada nas drogas: (o agrotóxicos que vitima o camponês para produzir alimentos; o Medicamento que produz saúde; O alimento industrial que aliena e aniquila família e sociedade; O estudante desmotivado; O bandido sem coragem para sua ação, e todos os outros na ciranda mercantil.)…

É muito antigo o uso de propaganda & publicidade, mas somente onde há uma escala de valores é possível separar “intenção” e “produto” ou “valor” de “preço”. A escola somente impõe valores cidadãos onde houver políticas públicas sem disfarces ou maquiagem como valor supremo da cidadania. Logo a má criação, ofensa, crime e contravenções são abusos de poder desde o: “Você sabe com quem está falando”; “Ele é negro, mas sabe o seu lugar”; “É pobre, mas é limpo” ao “Rouba, mas faz” e outras arrogâncias e ignomínias da ignorância.

Entristecido li no UOL o desagravo de uma “rosa branca” à Sra. Presidente o que me fez lembrar a figura dos irmãos Hans e Sophie Scholl, fundadores da entidade pacifista de resistência às atrocidades alemãs enquanto estudantes da Universidade de Munique através de denúncias do que haviam testemunhado no front e áreas de ocupação, inclusive massacre de judeus. Foram condenados e decapitados quando os nazistas já sabiam da derrota. (foto) A entidade se chamava “A Rosa Branca” (Weisse Rose).

O artista busca ampliar infinitamente a fronteira de sua criação, onde múltiplos e complexas cifras e códigos são construídos, mas o político cingido a objetivos mercadológicos, sem importar-se com a diferença entre poder e força se nivela ao ditador, pois não percebe o diáfano da publicidade e propaganda cujo produto atende única e exclusivamente ao mercado efêmero…

“O único pensamento que sobrevive é aquele no limiar de sua destruição” ensina a complexidade, mas ressaca e dependência é o preço à ousadia do artista. Descrédito e subordinação é o futuro imposto ao político pelo sistema.

Ainda haverá tempo para os ensinamentos de Machado (em Cantares y Provérbios (LXVIII – Todo necio confunde valor y precio)? Até quando (?) Pindorama.

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